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17/07/2017

Papa no Angelus: Jesus não se impõe, mas se propõe doando-se

Não era uma linguagem complicada de entender como as dos doutores da lei daquele tempo, que não se entendia muito bem, pois “era cheia de rigidez e distanciava as pessoas”. “Com essa linguagem, Jesus faz entender o mistério do Reino de Deus. Não era uma teologia complicada e o exemplo disso nos é apresentado no Evangelho de hoje.” Generosidade “O semeador é Jesus. Observamos que com essa imagem, Ele se apresenta com um que não se impõe, mas se propõe. Não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se. Ele propaga com paciência e generosidade a sua Palavra, que não é uma gaiola ou uma emboscada, mas uma semente que pode dar fruto”, disse Francisco, se estivermos dispostos a acolhê-la. “Portanto, a parábola diz respeito sobretudo a nós. De fato, fala mais do terreno que do semeador. Jesus faz, por assim dizer, uma radiografia espiritual do nosso coração, que é o terreno sobre o qual cai a semente da Palavra. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e então a Palavra dá fruto, mas pode ser também duro, impermeável. Isso acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela bate com força sobre nós, como numa estrada.” Coração superficial Entre o terreno bom e a estrada existem dois terrenos intermédios que, de várias medidas, podem existir em nós. “O primeiro é o pedregoso. Vamos imaginá-lo! Um terreno pedregoso é um terreno onde não há muita terra. A semente germina, mas não consegue se enraizar profundamente. Assim, é o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera, se cansa e nunca decola. É um coração sem consistência onde as pedras da preguiça prevalecem sobre a terra boa, onde o amor é inconstante e passageiro. Quem acolhe o Senhor somente quando quer, não dá fruto.” Vícios Depois, há o último terreno, o espinhoso, cheio de sarças que sufocam as plantas boas. “O que essas sarças representam? «A preocupação do mundo e a sedução da riqueza», diz Jesus. As sarças são os vícios que lutam com Deus, que sufocam a presença: sobretudo os ídolos da riqueza mundana, o viver com avidez, para si mesmo, para o ter e o poder. Se cultivamos essas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas pequenas ou grandes sarças que não agradam a Deus e impedem ter um coração limpo. É preciso arrancá-las, caso contrário a Palavra não dá fruto.” O Papa disse ainda que “Jesus nos convida hoje a nos olhar por dentro, a agradecer pelo nosso terreno bom e a trabalhar os terrenos que ainda não são bons. Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher com fé a semente da Palavra de Deus. Perguntemo-nos se em nós as pedras da preguiça são ainda numerosas e grandes. Devemos encontrar e chamar por nome as sarças dos vícios. Encontremos a coragem de recuperar o terreno, levando ao Senhor na confissão e na oração as nossas pedras e nossas sarças”. Purificar o coração “Ao fazer isso”, sublinhou Francisco, “Jesus, o Bom semeador, ficará feliz de realizar um trabalho adicional: purificar os nossos corações, removendo as pedras e os espinhos que sufocam a sua Palavra”. O Papa pediu à Virgem Maria, que hoje recordamos com o título de Nossa Senhora do Carmo, para que nos ajude a purificar o coração e conservar nele a presença do Senhor. Saudações Após a oração mariana do Angelus, o Santo Padre saudou todos os fiéis de Roma, os peregrinos de várias partes do mundo, famílias, grupos paroquias e associações. Saudou de modo particular as Irmãs de Nossa Senhora das Dores que celebram 50 anos da aprovação pontifícia do instituto. Saudou também as Irmãs Franciscanas de São José que comemoram 150 anos de fundação, os diretores e hóspedes da “Domus Croata” de Roma, no 30° aniversário de sua instituição. O Papa dirigiu uma saudação especial à comunidade católica da Venezuela, presente na Itália, renovando sua oração por esse "amado país". (MJ) (from Vatican Radio)
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16/01/2018
Papa Francisco chegou ao Chile
O Santo Padre foi recebido pela presidenta lhe Michelle Bachellet, pelo Arcebispo de Santiago, Cardeal Ricardo Ezzati; e pelo Presidente da Conferência Episcopal Chilena, Dom Santiago Silva Retamales. Ao descer das escalinatas, dois menores em trajes típicos lhe entregaram um buquê de flores. Mais adiante Constanza, uma menina, dedicou-lhe a canção de Natal chilena "boa noite Joaninha".

15/01/2018
Somente um encontro com Deus pode dar pleno significado à nossa vida, sublinha o Papa
Depois da Missa por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, o Papa Francisco presidiu a oração do Ângelus e comentou o Evangelho do dia, que propõe a “manifestação do Senhor”. O Pontífice disse que este domingo de introdução ao tempo litúrgico comum “serve para animar a fé dos cristãos na vida cotidiana, em uma dinâmica entre epifania e sequela, entre manifestação e vocação”.

13/01/2018
Papa vai se centrar nesses dois grandes temas em sua viagem ao Peru e Chile
A situação da população indígena e o problema da corrupção serão dois dos principais temas mencionados pelo Papa Francisco em sua próxima viagem apostólica ao Chile e ao Peru, que começará na próxima segunda-feira, 15 de janeiro, de acordo com o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin.

12/01/2018
Como muda o Colégio de Cardeais em 2018?
O Colégio Cardinalício tem atualmente 120 cardeais com menos de 80 anos de idade e, por isso, com direito a votar em um eventual conclave para eleger o Papa. Neste ano, seis cardeais eleitores chegarão a esse limite de idade e já não poderão participar das próximas eleições do Sucessor de São Pedro.

11/01/2018
O mundo se esqueceu do Congo, só a Igreja defende a população, assinala sacerdote
A situação na República Democrática do Congo é cada vez mais grave desde em outubro de 2017 quando começaram numerosos protestos antigovernamentais devido à negativa do Presidente Joseph Kabila a abandonar o poder que exerce desde ano 2001 e convocar eleições como assinala a Constituição do país. No passado 31 de dezembro 8 pessoas morreram durante a repressão das forças de segurança contra um protesto pacífico convocado pelo Comitê Laical de Coordenação, uma organização de leigos católicos que pede a convocatória imediata a eleições democráticas.


 

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