Web Rádio Peregrina
Obra Missionária de Evangelização e Acolhida Social Virgem do Carmo Peregrina

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        A Obra Missionária teve suas origens na espiritualidade Carmelita unida a espiritualidade da Unção do Espírito Santo cultivada pela Renovação Carismática Católica. Frei Giribone (José Francisco Giribone Cardoso), carmelita descalço depois de um longo tempo de reflexão sobre estas duas grandes fontes de santidade foi chamado a fundação da Obra Missionária que leva o nome da Virgem do Carmo com o subtítulo de Peregrina. Recordando a todos que somos peregrinos nesta vida. Aqui não temos morada permanente e a Mãe do Céu caminho conosco até a eternidade.
        

        Frei Giribone já há algum tempo pregava retiros espirituais na Ordem Carmelita e dentro da Renovação Carismática. Um dos retiros carmelitas mais pregados por ele foi sobre a poesia da Noite Escura de São João da Cruz. A grande experiência da Noite que nos leva a perfeição do reconhecimento do amor misericordioso do Senhor.


        No primeiro ano de ordenação sacerdotal (1990), Frei Giribone teve uma experiência única da efusão do Espírito Santo que iria modificar totalmente sua vida. De um frade ligado a intelectualidade com medo de expressar seus sentimentos e falar abertamente das coisas de Deus, irá passar a ser um frade cheio de amor pela Eucaristia, pela Palavra de Deus e pela Virgem Santíssima que na Obra serão os “grandes amores” dos consagrados. A partir deste fato sua vida passou a se comprometer cada vez mais com a Renovação Carismática Católica se tornando um pregador de retiros e cenáculos por todo estado do Rio Grande do Sul.


        O fundador da Obra participou de funções primordiais dentro da Província Nossa Senhora do Carmo do Sul do Brasil. Uma de suas funções mais comprometedoras foi a de mestre de noviços que até hoje considera como o momento mais profundo de entrega dentro da Ordem. Ao mesmo tempo foi superior da mesma comunidade e membro do Conselho provincial.


        A Obra Missionária foi amadurecida na cidade de Rio Grande RS, Brasil. Esta foi considerada pelo fundador como sendo a sua segunda cidade merecendo até mesmo o título de Cidadão Riograndino pelo amor que devotava a este povo.


        Em dezembro de 1996 Frei Giribone recebeu a notícia do Provincial que teria que ir a Rio Grande para assumir a tradicional paróquia Nossa Senhora do Carmo que passava por certa crise. Ele nunca havia tido nenhum trabalho sistemático em paróquia. Sofreu com a transferência de Porto Alegre na Casa de espiritualidade São João da Cruz que estava há pouco tempo após o curso de aprofundamento na espiritualidade de São João da Cruz e Santa Teresa em Ávila na Espanha para ir a uma comunidade totalmente desconhecida com frades bem maiores em idade, mas muito queridos por ele.


        Podemos afirmar que os fatos que aconteceram em Rio Grande foram muito determinantes para a fundação da Obra. Foi uma longa história que irá começar com as adorações ao Santíssimo Sacramento, Missas de Louvor, Pregações na cidade e dentro do estado do Rio Grande do Sul até chegar à atitude tomada pelo fundador em relação à “Oração Matutina que vai ser o coração da Obra”.


        Nada acontece sem crises e dificuldades. A vida de frade do fundador foi também cheia de altos e baixos. Muitas dúvidas e sofrimentos sobre o sentido de sua vida consagrada e a salvação das pessoas que sempre foi a sua maior preocupação. Podemos afirmar que o auge desta crise aconteceu no segundo semestre de 2005 quando o fundador foi fazer um exame de saúde de rotina e percebeu que estava com diabetes. Não podemos explicar o porquê das doenças e provações, mas podemos ter um para que. A partir desta enfermidade, conforme a indicação médica, Frei Giribone foi aconselhado a andar cinco quilômetros por dia e diminuir sua alimentação. Era o início de uma nova fase.


        Nosso fundador sempre foi radical nas suas determinações. Com este pedido do médico decidiu iniciar todos os dias uma caminhada de dez quilômetros pelas ruas da cidade. O interessante é que ele iniciou caminhando muito cedo. Levantava-se pelas quatro e trinta e saía a caminhar pelas ruas da cidade. Após esta caminhada ainda fazia outros exercícios e logo após iniciava o seu dia na vida conventual e paroquial. Estas caminhadas irão se tornar momentos de reflexão que aos poucos irão ter uma conotação de oração e meditação sobre sua vida com aquela tradicional pergunta: Senhor que queres que eu faça?


        As famílias amigas do fundador destacando-se a dona Matildes de Lima Mello pensaram que esta atitude de andar pela madrugada seria um risco por causa da violência urbana. Esta senhora aconselhou ao Frei Giribone de ir a uma academia, pois além de ser mais seguro teria um acompanhamento de uma pessoa especializada. Após uma reflexão o fundador aceitou a idéia e procurou a CAFP uma academia especializada em questões de saúde tendo como orientador o Professor Edson Marchand. Que será um grande amigo e motivador dos trabalhos do Frei Giribone.


        Como a vida estava se organizando, nosso fundador pensou sobre o tempo que era utilizado para caminhar. Em uma missa de louvor o Senhor lhe pediu que fosse cedo fazer sua oração diante do Santíssimo Sacramento. Surgiu a idéia de se levantar às cinco horas, rezar na igreja diante do sacrário, estudar algum livro de formação e depois ir à academia, pois tinha surgido um tempo vago das caminhadas matutinas.


        Esta oração feita no início de um novo dia será determinante para a vida do Frei Giribone e de todos os irmãos e irmãs que quiserem fazer parte da Obra. O fundador pensou em que método iria usar para sua oração. Estava cansado das orações tradicionais que eram impostas como uma obrigação. Por outro lado tinha uma experiência na oração teresiana e dentro da renovação carismática sobre a efusão do Espírito Santo. A idéia que surgiu foi ir para frente do sacrário na igreja do Carmo, ler um trecho da Palavra de Deus, meditar sobre o trecho se questionando sobre a vontade de Deus em relação a sua vida e pedir uma nova efusão do Espírito Santo para que pudesse cumprir com aquilo que o Senhor lhe inspirava.


        Não poderíamos deixar de falar nas tentações e seduções do inimigo de Deus que fez de tudo para afastar Frei Giribone desta oração já sabendo dos grandes benefícios que dariam para a Igreja.


        Um santo que não reza se transforma em pecador e um pecador que reza se transforma em um santo. As transformações na vida do Frei Giribone começaram acontecer física e espiritualmente. A Meditação, a Contemplação e a Efusão do Espírito Santo começaram a surtir efeito em sua vida.


        Esta evidência foi percebida por seu amigo e companheiro de pregações Darlen Macedo Vaz que já acompanhava o Frei Giribone em diversas pregações pelo estado do Rio Grande do Sul partilhando sua vida com ele. Este senhor já tinha alguns anos de caminhada em diversos movimentos da Igreja destacando-se na Renovação Carismática. Ele percebeu a mudança na vida do Frei Giribone e fez a proposta de rezar com ele todas as quintas-feiras. Esta oração foi forjando os dois em uma profunda espiritualidade. Frei Giribone recebeu a graça de se recordar da devoção da via sacra que tanto gostava de rezar quando era coroinha em Rosário do Sul a sua cidade natal. Esta idéia foi absorvida também pelo irmão Darlen que antes das missões também começou a se confessar e rezar a via sacra.


        Muitos fatos foram acontecendo que mostravam que algo estava para acontecer. Um dos fatos de maior relevância foi o Cenáculo Diocesano em Tapejara RS no dia 25 de junho de 2006.
Antes de ir a este encontro Frei Giribone e seu companheiro de missão resolveram se preparar com a via sacra e fizeram uma indulgência plenária em favor deste encontro e da conversão das pessoas que estariam neste cenáculo.


        Deus se serve de nossa abertura e disponibilidade para nos utilizar como seus instrumentos. Quando estamos em processo de conversão, estamos aptos para sermos instrumentos de conversão de nossos irmãos. Os dois missionários decidiram que neste cenáculo iriam começar com a Santa Missa para valorizar mais o momento eucarístico, pois normalmente as missas eram celebradas somente no final dos eventos. Esta santa missa foi longa. Inicio-se as nove e foi até as onze e trinta para o intervalo. No momento da efusão do Espírito Santo após a homilia, foram proclamadas muitas curas pelo Frei Giribone. Ele na realidade sempre teve muitas reservas em relação a isto, pois sempre foi marcado por uma grande racionalidade. Inclusive não gostava que se manifestassem os dons do Espírito Santo publicamente por medo de que acontecesse algo de subjetividade.


        Após a Santa Missa aconteceu um intervalo e eles não sabiam como ocupar o tempo antes do almoço que já estava próximo para acontecer. Frei Giribone resolveu cantar um canto italiano para alegrar os presentes, pois a maioria das pessoas nesta cidade é de origem italiana. Todos ficaram eufóricos com isto. De repente o fundador se lembrou de uma canção que fazia muito tempo que não cantava mais (saí para ver o luar).


        Enquanto ele cantava este belo canto que fala sobre a presença de Deus em nosso interior ele percebia que o Senhor lhe pedia que proclamasse as curas publicamente que haviam acontecido na celebração da missa. Ele relutou muito interiormente sem que ninguém percebesse, mas não pode resistir à vontade de Deus.


        Começou a proclamar as maravilhas que o Senhor havia feito naquele imenso ginásio e pediu que as pessoas beneficiadas pelas graças recebidas viessem até o centro onde seriam abraçadas por ele e pelo Darlen. Pessoas com problemas de relacionamento, dependentes de drogas, jovens foram chamados ao sacerdócio, proclamaram a fecundidade de uma mulher infértil e famílias se reconciliaram. Depois de algum tempo ficou-se sabendo que a senhora Rosana Fin da cidade de Guaporé RS, com 39 anos de idade conseguiu engravidar depois de muitas tentativas. O anúncio de sua gravidez foi feito neste Cenáculo.


        À tarde quando tivemos o momento da passagem do Santíssimo Sacramento o Senhor mostrou ao fundador toda sua vida. Ele percebeu que Jesus sempre esteve ao seu lado. Mostrou-lhe o sofrimento que sua mãe teve no momento de seu nascimento e o oferecimento que havia feito por tudo que estava passando. Percebeu que a grande alegria que sentia ao lado do Santíssimo Sacramento quando criança não era um simples sentimento. Foi um filme completo da sua vida e a infinita misericórdia de Deus se manifestando para levar-lhe ao encontro do Senhor. O silêncio tomou conta de seu coração e percebeu que algo novo havia acontecido na sua vida. O mesmo aconteceu com Darlen que percebeu uma grande diferença na atitude do Frei Giribone.


        A intenção verdadeira nos leva até a força do efeito da graça de Deus. O Senhor também lhes livrou de um grave acidente na estrada de Pelotas quando uma tropa de cavalos passou bem perto de nosso veículo durante a madrugada.


        Muitos fatos se sucederam após o Cenáculo de Tapejara, mas ainda havia algo que precisava confirmar que a Obra Missionária era a vontade de Deus. Um fato que determinou isto foi o encontro do Frei Giribone com Dom José Mário.


        No dia 18 de outubro às 16 horas Frei Giribone foi ao encontro de nosso bispo diocesano e lhe expôs alguns fatos que estavam acontecendo e o desejo de fundar a Obra Missionária. Falou para ele do sentimento profundo que sentiu no momento em que ele dava a bênção para uma criança pobre no bairro Santa Teresa. Ele escutou-o com muita atenção. Achou muito interessante o projeto e disse que iria nos acompanhar com suas orações. A confirmação de que a Obra era de Deus veio com o momento em que Dom José Stroeher, bispo da diocese de Rio Grande deu a bênção ao Frei Giribone que se colocou de joelhos diante dele e lhe abraçou como se fosse seu pai espiritual. Ao sair deste encontro o fundador tinha a certeza de que o projeto era de Deus pela paz que sentia em seu coração e logo comunicou a Darlen Vaz que o projeto iria seguir por ser algo que o Senhor inspirava.


        A data oficial da fundação da Obra foi a reunião de elaboração do seu estatuto no dia 10 de janeiro de 2007. Nesta reunião estavam várias pessoas presentes. Foi muito emocionante o momento das assinaturas do documento diante da imagem da Virgem do Carmo Peregrina.


        No dia 22 de janeiro de 2007 as 16 horas o Frei Giribone, Darlen e Jeferson Ávila foram falar oficialmente com Dom José. Nesta reunião foi relatado a Dom José todo o andamento do processo da Obra Missionária e seu carisma. Ele os escutou atentamente e fez algumas correções que sentia que seriam necessárias. Gostou muito do trabalho com os mais pobres e excluídos. Entre eles destacou as crianças que são o nosso futuro. Foram feitas as modificações cabíveis na regra de vida e colocado o desejo de nossos irmãos Pe Marco Petry e Marcon de participarem da Obra e ele se manifestou com grande contentamento. Todos rezavam muito por este momento. Frei Giribone ficou muito feliz com a alegria e o entusiasmo de Dom José que sem dúvida sem o apoio dele não poderia continuar, pois o bispo representa a Igreja. Sempre ele será recordado pelos membros da Obra com muito carinho. A reunião foi finalizada com a bênção de Dom José. O fundador passou a crer que foi Jesus mesmo que os abençoou e os disse para seguir em frente. Depois os três foram para a capela do bispado e agradeceram profundamente a Deus por ser maravilhoso e manifestar constantemente sua vontade e seu amor por nós.

  
        Frei Giribone ficou no trabalho paroquial na igreja do Carmo em Rio Grande RS até o dia 27 de agosto de 2007 onde se transferiu para a primeira casa da Obra Missionária na Rua Benjamin Constant, 542. Esta casa foi cedida pela senhora Maria Helena Karan Zogbi grande benfeitora da comunidade. No dia 03 de outubro de 2007 Dom José Mário celebrou a Santa Missa colocando pela primeira vez o Santíssimo Sacramento no sacrário da capela na casa. Esta se tornaria um local de oração e acolhida para os membros e para todos que queiram experimentar o carisma desta comunidade que tem como fundamento de sua vida o manter-se na presença de Deus.


 

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